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Seguso Vetri d’Arte

Seguso Vetri d’Arte

Murano, Venice, Italy | Founded in 1933

Founded in Murano in 1933 by Antonio Seguso, his sons Archimede and Ernesto, Napoleone Barovier, and Luigi Olimpio Ferro, Seguso Vetri d’Arte played a part in the renewal of Venetian glassmaking. Its vases, sculptures, and decorative objects explored transparency, thickness, and the layering of colours, combining traditional techniques with new forms of expression.

The arrival of Flavio Poli in 1934 marked a decisive chapter. Working alongside master glassmakers such as Archimede Seguso and Alfredo Barbini, he experimented with forms, colours, and glassmaking processes. This period saw the development of pieces incorporating gold leaf and distinctive chromatic effects, which gained international exposure at exhibitions including the Milan Triennale.

In the following years, Poli further explored sommerso glass, a technique in which layers of differently coloured glass are superimposed while retaining their transparency. In his designs, colours appear suspended within substantial volumes of precisely defined contours. In 1954, a vase he designed for the manufactory received the Compasso d’Oro at the inaugural edition of the Italian design award.

The company’s production also extended to lighting and decorative elements for hotels, cinemas, and other interiors. It participated in exhibitions such as the Venice Biennale and the Milan Triennale, while its pieces entered international collections, including those of the Victoria and Albert Museum in London and the Museum of Modern Art in New York.

Following Flavio Poli’s departure in 1963, Mario Pinzoni became artistic director, continuing the exploration of coloured glass and sculptural forms. In 1972, changes in ownership and the sale of the brand brought the company’s historic period under the Seguso family to a close. After passing through other ownership arrangements, the name returned to the family in 2008.

The historical archive, donated to the Fondazione Giorgio Cini in 2012, contains thousands of drawings and documents relating to production between 1932 and 1972. Beyond recording the evolution of the collections, this archive makes it possible to identify the designs, techniques, and individual contributions that shaped four decades of glassmaking in Murano.

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Murano, Veneza, Itália | Fundada em 1933

Fundada em Murano, em 1933, por Antonio Seguso, seus filhos Archimede e Ernesto, Napoleone Barovier e Luigi Olimpio Ferro, a Seguso Vetri d’Arte participou de um período de renovação da produção vidreira veneziana. Seus vasos, esculturas e objetos decorativos exploraram a transparência, a espessura e a sobreposição de cores, combinando técnicas tradicionais com novas formas de expressão.

A chegada de Flavio Poli, em 1934, marcou uma etapa decisiva. Em colaboração com mestres vidreiros como Archimede Seguso e Alfredo Barbini, desenvolveu experiências com formas, cores e processos de execução. Desse período surgiram peças com aplicações de folha de ouro e efeitos cromáticos que ganharam visibilidade em exposições internacionais, incluindo a Trienal de Milão.

Nos anos seguintes, Poli aprofundou suas pesquisas com o vidro sommerso, técnica que permite sobrepor camadas de diferentes cores, preservando sua transparência. Em suas criações, as tonalidades parecem suspensas no interior de volumes densos e de contornos precisos. Em 1954, um vaso desenhado por ele para a manufatura recebeu o Compasso d’Oro, na primeira edição do prêmio italiano de design.

A produção também alcançou projetos de iluminação e elementos decorativos para hotéis, cinemas e outros interiores. A empresa participou de exposições como a Bienal de Veneza e a Trienal de Milão, enquanto suas peças passaram a integrar coleções internacionais, entre elas as do Victoria and Albert Museum, em Londres, e do Museum of Modern Art, em Nova York.

Após a saída de Flavio Poli, em 1963, Mario Pinzoni assumiu a direção artística e deu continuidade às pesquisas com vidro colorido e formas escultóricas. Em 1972, mudanças societárias e a venda da marca encerraram a fase histórica da empresa sob o controle da família Seguso. Após passar por outras administrações, o nome retornou à família em 2008.

O arquivo histórico, doado à Fondazione Giorgio Cini em 2012, reúne milhares de desenhos e documentos relacionados à produção entre 1932 e 1972. Além de registrar a evolução das coleções, esse acervo permite identificar projetos, técnicas e autorias que marcaram quatro décadas de criação em Murano.