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Julio Roberto Katinsky

Julio Roberto Katinsky

Lives and works in Sao Paulo, Brazil.

Designer, Professor Emeritus at the São Paulo School of Architecture and Urban Planning (FAU-USP), architect, and urban planner.

Brazilian furniture began to modernize in the late 1940s, primarily driven by the advancement of modern architecture in the country, whose symbolic apex was the construction of Brasília, inaugurated in 1960, amid an optimistic, progressive spirit that spread across the fields of visual arts, film, music, and theater. The initial impetus for the production of modern furniture, therefore, arose from the need to balance the use of new spaces in modern architecture, often with solutions created by the architects themselves, even before the consolidation of the design field in the country.

As a recent graduate, Julio Roberto Katinsky joined the design team at L’Atelier, founded by Jorge Zalszupin precisely to meet the growing demand for modern furniture, aiming for greater industrialization of manufacturing processes and the establishment of modular series. During this period, between 1959 and 1960, Katinsky developed his best-known signature pieces, including the Andorinha table made of bent laminated wood, the low armchair made of metal and leather, the stool, a blend of rosewood, leather, and metal, and the Sputnik lamp, combining wood, metal, and acrylic.

Júlio Katinsky, an architect who studied at FAU-USP from 1952 to 1957, experienced this birth of Brazilian modern design well, being part of the pioneering generation that encouraged research in pursuit of local technical expression. He participated both in its establishment as a discipline and in pioneering initiatives for the production of Brazilian furniture. He participated in the cultural environment of the time, driven by MASP on 7 de Abril Street, led by Lina and Pietro Bardi, and even attended the short decorative arts course that the architect taught at the architecture school in 1955.

His work transcends the specific field in question: as an architect, he produced a body of work of significant representation for his generation; in the fields of theory, academic research, and pedagogy, he made an important contribution to the incorporation of the industrial design sequence into architecture education at FAU-USP in 1962; innovated the classic History of Technology course by introducing the study of the history of technology in Brazil, promoting, among other things, research in sugar mills and publishing fundamental articles for the systematization of Brazilian industrial design.

Giancarlo Latorraca – from an interview with Julio Roberto Katinsky

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Vive e trabalha em São Paulo, Brasil.

Designer, Professor Emérito da Faculdade de Arquitetura e Urbanimo de São Paulo (FAU-USP), arquiteto e urbanista.

O mobiliário brasileiro se modernizou a partir do final da década de 1940, principalmente movido pelo avanço da arquitetura moderna no país, cujo ápice simbólico se deu com a construção de Brasília, inaugurada em 1960, em meio a um otimismo de espírito progressista que se espraiava nos campos das artes visuais, do cinema, da música e do teatro. O impulso inicial para a produção do mobiliário moderno surge, portanto, a partir da necessidade de se equalizar a ocupação dos novos espaços da arquitetura moderna, muitas vezes com soluções criadas pelos próprios arquitetos, antes mesmo da consolidação do campo do design no país.

Quando recém formado, Julio Roberto Katinsky se junta ao time de projetistas da L’Atelier, fundada por Jorge Zalszupin justamente para atender ao crescimento da demanda por móveis modernos, visando maior industrialização dos processos de fabricação e o estabelecimento de séries modulares. Nesse período, entre 1959 e 1960, Katinsky desenvolveu suas peças autorais mais conhecidas, entre outras, a mesa Andorinha de madeira laminada dobrada, a Poltrona baixa de metal e couro, o Banquinho que mescla jacarandá, couro e metal e a luminária Sputnik, combinando madeira, metal e acrílico.   

Júlio Katinsky, arquiteto que cursou entre 1952 e 1957 a FAUUSP, vivenciou bem essa nascente do design moderno brasileiro, fez parte da geração pioneira que estimulou a pesquisa em busca da expressão técnica local. Participou tanto da sua implantação enquanto disciplina, como de iniciativas pioneiras para a produção de mobiliário brasileiro. Participou do ambiente cultural da época impulsionado pelo Masp da rua 7 de abril, capitaneado por Lina e Pietro Bardi e chegou a frequentar com destaque o breve curso de artes decorativas que a arquiteta ministrou na faculdade de arquitetura em 1955.

Sua atuação transcende ao campo específico em questão: como arquiteto, produziu uma obra de relevante representatividade junto à sua geração; no campo teórico, da pesquisa acadêmica e da pedagogia, trouxe importante contribuição à incorporação da sequência de desenho industrial ao ensino da arquitetura na FAUUSP em 1962; inovou o curso clássico de História da Técnica ao introduzir o estudo da história da técnica no Brasil, promovendo entre outras, a pesquisa nos engenhos de açúcar e publicando artigos fundamentais para a sistematização do desenho industrial brasileiro.  

Giancarlo Latorraca – a partir de entrevista com Julio Roberto Katinsky

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