
Bianca Ranucci
untitle, 2024 – Brazil
fabric on Jacaranda (Brazilian Rosewood), cane and polished brass, embroidered on the backside edges
unique
H 34,25 x L 24,01 x D 24,80 IN
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sem título, 2024 – Brasil
tecido sobre Jacarandá, palhinha e latão polido, bordado nas bordas do verso
peça única
A 87 x C 61 x P 63 CM



Curator Amanda Tavares writes that Bianca Ranucci’s works reveal a repetition and accumulation of gestures that confront us with movement, memory, and time. Her experience is intimate and subjective, yet also collective and pragmatic. Research and practice in fashion, in a general sense, sharpen our awareness of time: the rhythm of collections and seasons, the cycle of trends, and references that span decades or even centuries, becoming ‘timeless.’
Then there is the temporality of making—the intimate, solitary gesture of thread and fabric—the time of creating, dismantling, testing, adjusting, thinking, feeling, finishing, and fraying. From these actions, a silent dialogue reverberates, composed of questions and answers inscribed within the internal lines of the hems of each work:
“Will time imprison or free what I have experienced, solidify what I dreamed of, or remove the layers I created?”
“Time has healed the sorrows I kept, silenced the love I experienced, and replaced the layers I removed.”
Exhibition:
BS Galleria, Sao Paulo, Brazil, 2024
about Bianca Ranucci
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A curadora Amanda Tavares escreveu que essas obras de Bianca Ranucci nos mostram a repetição e o acúmulo de gestos que nos colocam diante do movimento, da memória e do tempo. Sua experiência é íntima e subjetiva, mas também coletiva e pragmática. Lembremos que a pesquisa e o trabalho com moda, em sentido geral, aguçam nossa consciência do tempo: o tempo das coleções e das estações, do que foi ou será tendência, das referências que atravessam décadas, talvez séculos, tornando-se “atemporais”. Há também o tempo do fazer – o gesto íntimo e solitário com o fio e o tecido – o tempo de criar, desmontar, testar, ajustar, pensar, sentir, finalizar e desfiar. Deles, reverberam um diálogo silencioso, composto pelas perguntas e respostas inscritas nas linhas internas das barras de cada trabalho:
“O tempo vai aprisionar ou libertar o que vivi, solidificar o que sonhei ou tirar as camadas que criei?
“O tempo curou as mágoas que guardei, silenciou o amor que vivi e recolocou as camadas que tirei.”
Exposição:
BS Galleria, São Paulo, Brasil, 2024
sobre Bianca Ranucci

