
Rodrigo Almeida
Nagô chair, 2020 – Brazil
recycled wood and twisted cotton rope
unique
H 38,98 x L 22,04 x D 23,62 IN
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cadeira Nagô, 2020 – Brasil
reaproveitamento de antigos móveis em madeira e corda de algodão
peça única
A 99 x C 56 x P 60 CM



The Nagô Chair was designed and produced in 2020 by Rodrigo Almeida during the first COVID-19 quarantine. It is crafted from recycled wood sourced from unused furniture in the designer’s home, combined with twisted cotton rope. The creative reuse of existing objects is a recurring element in Almeida’s practice, not as a gesture of protest, but as a reflection on environmental responsibility and the imperative to reduce waste.
Throughout his work, Rodrigo reflects his mestizo heritage, and in this project the chair’s name offers a significant clue. “Nagô” was the term used in Brazil to designate Yoruba-speaking Africans who were forcibly brought from the region historically known as the Slave Coast. From the eighteenth century until 1815, thousands of enslaved people were brought to Brazil during what became known as the Mina Coast Cycle, also referred to as the Dahomey and Benin Cycle.
The chair was handcrafted by the designer. One of the principal challenges lay in preserving the structural and aesthetic integrity of the final assembly, relying exclusively on artisanal skill. The period of quarantine offered Rodrigo the time and patience necessary to deepen and mature his creative process.
The Nagô Chair embodies a fundamental understanding of design. Rather than following trends, it arises from sustained research and experimentation with form and material, conceived around the essential human act of sitting. At the same time, the work expresses the designer’s concern for sustainability and recalls a recent past marked by the violent displacement and commodification of human lives.
Exhibition:
Bolsa de Arte Gallery, Is It Art? Is It Design?, Sao Paulo, Brazil, 2020
about Rodrigo Almeida
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A cadeira Nagô foi projetada e produzida em 2020 por Rodrigo Almeida durante a primeira quarentena de COVID-19. Ela é feita de madeira reciclada proveniente de móveis não utilizados da casa do designer, combinada com corda de algodão trançada. A reutilização criativa de objetos existentes é um aspecto recorrente na prática de Almeida, não como um ato de protesto, mas como um lembrete da necessidade de respeitar o meio ambiente e reduzir o desperdício.
Ao longo de seu trabalho, Rodrigo reflete sua herança mestiça, e neste projeto o nome da cadeira oferece uma pista importante. “Nagô” era a designação dada no Brasil aos africanos escravizados de língua iorubá trazidos da região historicamente conhecida como Costa dos Escravos. Do século XVIII até 1815, milhares de pessoas escravizadas foram trazidas à força para o Brasil durante o que ficou conhecido como Ciclo da Costa de Mina, ou Ciclo do Daomé e Benin.
A cadeira foi feita à mão pelo designer. Um dos principais desafios foi manter a integridade estrutural e estética da montagem final, contando exclusivamente com a habilidade artesanal. O período de quarentena proporcionou a Rodrigo o tempo e a paciência necessários para amadurecer o processo criativo.
A Cadeira Nagô incorpora uma compreensão fundamental do design. Em vez de seguir tendências, ela surge da pesquisa e experimentação com formas e materiais, concebida para o ato humano essencial de sentar. Ao mesmo tempo, a obra expressa a preocupação do designer com a sustentabilidade e evoca um passado recente marcado pelo deslocamento violento e pela mercantilização de vidas humanas.
Exposição:
galeria Bolsa de Arte, É Arte? É Design?, São Paulo, Brasil, 2020
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